ALGUMAS CASAS DE PASTO AINDA COM PORTAS ABERTAS AO PÚBLICO

ALGUMAS CASAS DE PASTO AINDA CONTINUAM ATENDENDO MAIS DE 40 PESSOAS EM SIMULTÂNEO

Por Pedro Cusse

Esta situação acontece com muita frequência aos finais de semana onde pessoas possuídas pelo espirito de diversão reúnem-se para viver a vida violando deste modo o estado de emergência vigente no país para salvaguardar a vida dos moçambicanos.

Beber, petiscar, fumar e dançar ao som de música alta. Sem deixar de lado os beijos, abraços. Enfim, são actividades que se realizam naqueles locais o que contraria as medidas de prevenção emanadas pelo decreto presidencial.

Desde que foi decretado o estado de emergência em Moçambique, vários bares foram transferidos para os quintais, outros foram remodelados com janelas de vidros fumados, paredes que impedem a saída da música, e cadeados na entrada.

A nossa equipa de reportagem falou com visitantes de alguns bares da praça que mesmo com a pandemia e o decreto presidencial continuam funcionando normalmente, ” … não temos como evitar se os bares ficam abertos, então quem somos para pararmos de beber? … ” questionou Edilson em tom de libertinagem.

Questionado se ele tem conhecimento de que a lei em vigor não permite que ele esteja envolvido em actos de diversão em aglomerado este respondeu nos seguintes termos.  ” … a vida não pode parar só por causa do coronavírus, a vida é única e precisa ser vivida … ” concluiu Edilson visivelmente embriagado.

Situação de autêntica violação ao estado de emergência pode se verificar ao longo da Rua da Unidade, Rua da França, Rua Nova Chaves. Nestes locais onde os bares funcionam de forma clandestina e sem respeitar o distanciamento social, o uso da máscara passa muito longe da realidade.

O proprietário de Botle Store apontou uma suposta falta de movimentos dos clientes nos últimos dias o que não tem nada a ver com a observância das medidas preventivas.

” … Temos pouco movimento nestes dias, mas, não é por causa do coronavírus, e sim porque salários ainda não caíram nos bolsos dos nossos clientes … ” Explicou, Martinho Mucatanhasse proprietário de um Botle Store de nome na praça que acrescenta dizendo que não tem como os bares ficarem vazios se a policia continuar colaborar com actos de desrespeito ao decreto e ao cidadão, “… se a policia continuar com comportamento de encontrar pessoas aglomeradas e depois pedir valores, pode acreditar que a situação não vai reduzir. Porque as pessoas vão pensar que a solução é pagando a polícia para os seus negóciso continuar normalmente … ” clarificou Mucatanhasse.

Refira-se que o artigo 15 do nº 1414/2020 de 28 de Maio preconiza que são interditas as actividades culturais, recreativas, desportivas realizadas em espaços públicos. São encerrados

  1. Discotecas
  2. Bares e barracas destinadas a venda de bebidas alcoólicas
  3. E) Piscinas públicas
  4. J) Teatros
  5. k) Monumentos e similares, salvo quando se trate de cerimonias de estado, desde que se observe o limite máximo de 20 participantes.

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