Crónica do Dia – AMAR É ARRISCAR TUDO

Por Kant de Voronha

Em todos os anos, a 14 de Fevereiro celebramos o dia de São Valentim, apelidado como o dia dos namorados. Apesar de se ter desvirtuado a essência deste dia, a história reza que no dia 14 de Fevereiro de 286, foi morto a pauladas e depois decapitado o padroeiro e defensor dos namorados, São Valentim. Ele defendeu com a sua vida o Sacramento do matrimónio.

Muitas vezes julga-se que o 14 de Fevereiro seja dia dos amantes, daqueles que vivem um amor descartável, os namorados de 1 dia. Na verdade, trata-se do dia repensar o amor. Amar na verdade, amar é algo que poucos aguentam. Amar é dar a vida a um outro. A sua vida. A única. Arriscar tudo. Tudo mesmo. Quando se ama, entrega-se a vida toda, correndo o tremendo risco de ficar completamente só. Ama-se por cima da morte, porquanto o fim não é o momento em que as coisas se separam, mas o ponto em que acabam.

Por isso, o Apóstolo Paulo explica que “O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará” (1Cor 13,4-8).

Portanto, não é por respirar que estamos vivos, mas é por não amar que estamos mortos. Razão pela qual há muitos cadáveres ambulantes que parecem vivos, mas andam mortos porque não amam. Quando fingem amar, estipulam preço do seu amor. Enquanto que o amor não tem porquê nem para quê. Amar não é usar combinar roupa vermelha e branca, é romper as cadeias da inveja, do ciúme, das brigas, da posse materialista. E mais não disse!

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