Aproximar os deslocados para sentir a presença real de Cristo na terra

Por: Gelácio Rapieque

A Igreja Católica celebrou, este Domingo, 27 de Setembro, o dia mundial do migrante e do refugiado, numa altura em que o país vive o terrorismo no norte e ataques armados no centro o que obriga a deslocação de várias pessoas.

O Arcebispo de Nampula enaltece a solidariedade das famílias da província de Nampula que mesmo estando em crise provocada pela Covid-19, abriram as suas casas para acolher milhares de deslocados de guerra de Cabo Delgado que procuram abrigo nestas terras.

Dom Inácio Saure falava este domingo, na comunidade de Namialo, paróquia de Meconta, maior centro de acolhimento dos deslocados de Cabo Delgado, no quadro das celebrações do dia mundial do migrante e do refugiado.

Dom Inácio Saure, começou por contextualizar a data, olhando para mensagem do Papa Francisco, que convida ao mundo inteiro a acolher, proteger, prover e integrar todos os migrantes e refugiados, que forçados como Cristo, fogem das suas terras em defesa da vida.

Dom Inácio considera que o povo de Nampula está a responder positivamente este apelo do Papa, pois, logo cedo abriu as suas casas para acolher as vítimas do terrorismo que se vive na província vizinha de Cabo Delgado, desde 2017.

Entretanto, reitera a necessidade de se continuar unidos e solidários para com todos que sofrem, principalmente aos que chegam a esta província.

̎É preciso continuarmos unidos como irmãos, precisamos aproxima-los para sentir a presença real de Cristo na terra”, disse.

Dom Inácio reafirmou que o Papa Francisco está em comunhão com as vitimas da guerra de Cabo Delgado e assegura a sua oração para todos afectados por esta crise humanitária.

ʺNunca foi vontade de Deus que a humanidade sofra.O homem é o causador do seu próprio sofrimento. É o próprio homem que provoca guerras, desestabilizações, destrui a natureza, criando sofrimento a si e aos outrosʺ.- Recordou o Arcebispo de Nampula, Dom Inácio Saure, falando este domingo em Namialo, quando presidia as celebrações do dia mundial do Migrante e do Refugiado.

Instituído pelo Papa Pio VI, a data serve para reflectir as melhores formas de acolher os migrantes e refugiados.

Este ano a data foi celebrada sob lema, “forçados, como Jesus Cristo, a fugir”.

Refira-se que desde que foi nomeado Arcebispo de Nampula, esta foi a primeira vez que Dom Inácio Saure celebrava missa na comunidade de Namialo.

A comunidade de Namialo acolhia assim, a primeira missa oficial da paróquia de Meconta, depois de 6 meses de confinamento, provocado pela eclosão do novo coronavírus, que assola o país e o mundo.

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