Cerca de 307 refugiados entraram no Centro de Maratane no I semestre deste ano

Por César Rafael

Sob lema “quando estamos juntos, aprendemos e construímos uma comunidade melhor” celebrou-se ontem, 20 de Junho, o dia Internacional do refugiado.

Em Nampula, as cerimónias centrais tiveram lugar no campo de refugiados de Maratane que se localiza há cerca de de 30 km da cidade capital da província de Nampula.

Só no presente ano, aquele campo que acolhe cidadãos estrangeiros que são forçados a abandonar os seus países devido a conflitos armados, recebeu 307 novos cidadãos de várias nacionalidades que procuram por um ambiente de paz na República de Moçambique.

Este número perfaz um total de cerca de 9.533 habitantes daquele Centro dos quais 4282 são do sexo feminino, na sua maioria são congoleses.

Estes dados foram confirmados por Gabriel Consolo Chea, administrador do Centro de Maratane que dirigiu as cerimónias, tendo na ocasião sublinhado que 34 novas construções de vários serviços  entre os quais do sector de saúde e de educação, foram as grandes realizações no presente ano em Maratane.

Gabriel fez saber ainda, que na luta incansável para prevenção e combate a covd-19, várias acções foram desenvolvidas com destaque para a distribuição de máscaras, abertura de 7 furos de água, 10 pontos de lavagem das mãos, caixotes de lixo nas vias públicas e mercados internos, vedação do Centro de distribuição de água de quarentena e construção de 13 novas casas de banho.

 Aquele administrador avançou que estão em curso novos desafios visando prover o bem-estar dos refugiados e população circunvizinha de acordo com as prioridades do governo que tem por objectivo ver o Centro de Maratane cada vez mais desenvolvido.

Entretanto, Inês Castanheira Pinto, oficial de proteção do ACNUR, aponta o dia dos refugiados como um dia de reconhecimento das experiências difíceis e desafios enfrentados por milhares de pessoas forçadas a fugir da violência e da perseguição.

 A fonte sublinhou ainda, a importância da inclusão da pessoa refugiada pois, com esforços conjuntos as pessoas podem curar, reconstruir e até prosperar.

Ressaltar a importância da inclusão da capacidade das pessoas refugiadas em contribuir para as comunidades que as acolhem e alertar sobre a situação de forçamento da deslocação não só em Moçambique mas, também no mundo inteiro” referiu.

A fonte recordou ainda que a data comemorou-se este ano em plena pandemia da covid-19 com as atenções viradas para os cuidados de saúde nas escolas e comunidades, tendo acrescentado que a doença também devastou as economias um pouco por todo mundo.

Inês louvou os desafios enfrentados pelos refugiados que dia após dia têm demonstrado a sua força e resiliência no combate a pandemia.

Segundo a fonte, no final de 2020, mais de 80 milhões de pessoas procuraram refúgio em todo o mundo quer fora e dentro de fronteiras, por conta das guerras, conflitos e perseguições que assolam o mundo forçando as pessoas a abandonar as suas casas.

Não devemos desviar o nosso olhar porque cada número representa uma pessoa real, uma rapariga, um rapaz, uma mulher e um homem cuja vida foi sem culpa própria despedaçada.” Reiterou a fonte.

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