Charifo Victor Salimo considera que a música em Nampula anda doente

Por: Gelácio Rapieque

Cantor desde 1984, Charifo é a bandeira da música macua. Autor de 464 músicas gravadas, das quais 32 ainda não foram disponibilizadas ao público, oito albuns e dois CDs, hoje Charifo é um dos artistas de Nampula aparentemente marginalizado.

Charifo aceitou o convite para um espaço de conversa com a nossa reportagem, onde começou por fazer uma pequena radiografia da vida artística.

Charifo revela que ao longo destes 36 anos de sua carreira, a única vez que sentiu a aproximação e apoio do governo, foi na era do Presidente República, Armando Emílio Guebuza, que mesmo de forma individual, sempre o apoiava.

E de lá para cá, pouco ou nada se faz em prol dos artistas. Esta situação leva ao Charifo Victor Salimo a afirmar que a música Nampula está com malária.

Charifo vai mais longe ainda ao referir que por falta apoio e consideração, “ser musico em Nampula épecado, ou seja, envergar pela musicas é o mesmo que escolher o caminho do inferno.

Charifo lembra que a cultura é riqueza, por isso, “a pasta da cultura deve ser dirigida por pessoas com visão cultural, capazes de fazer da cultura uma fonte certa de investimento para o país. Porque investir nos artistas é investir do desenvolvimento de uma nação”.

Charifo sente que é um grão deaçúcar no meio de areia. E não é para menos, pois, tal como muitos cantores da sua era, da musica, Charifo pouco ou nada tem de recordação, apesar bons conselhos e mensagens oferecidas a sociedade, algo que provoca frustração. Por isso avisa “só vou cantar em casos de encomenda”.

Natural do distrito de Moma, província Nampula, Charifo Vitor Salimo é autor de cerca de 464 músicas, tem 8 albuns, 2 CDs platina.

Charifo gravou recentemente 32 músicas, que por falta de ânimo ainda não foram disponibilizadas ao público.

Porém, depois desta entrevista, Charifo escolheu e autorizou que a nossa reportagem a estreia-se 6, das 32 músicas.

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