COMISSÃO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS ENALTECE CARITAS DE NAMPULA

COMISSÃO NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS ENALTECE CARITAS DE NAMPULA

Por Elísio João

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos está satisfeita com o envolvimento da Arquidiocese de Nampula no registo e acompanhamento dos mais de 5.000 deslocados de Cabo Delgado.

Para auferir o trabalho que está a ser feito por vários organismos sociais a volta da situação dos deslocados de Cabo Delgado, está em Nampula um grupo de membros da Comissão Nacional dos Direitos Humanos.

Na manha desta terça-feira, o grupo dirigido por Rosa Waite, Comissaria Nacional dos Direitos Humanos, manteve um encontro com a Comissão Arquidiocesana dos Refugiados.

Naquele encontro, a Comissão Arquidiocesana dos refugiados partilhou informações relacionadas com a situação em que vivem os deslocados de Cabo Delgado que se encontram nos distritos de Meconta, Rapale e Cidade de Nampula.

Foi anunciado que continuam a chegar nestes e outros distritos da Província de Nampula, deslocados de Cabo Delgado, na sua maioria Mulheres, Jovens e Crianças, que carecem de ajuda humanitária.

A Arquidiocese de Nampula já registou mais de Cinco mil deslocados que carecem de espaço para acomodação, ajuda em géneros alimentícios e de higienização para a prevenção da Covid-19 e disponibilização de Serviços Sociais em cada um dos distritos onde são acomodados.

A Comissão arquidiocesana dos refugiados propõe a elaboração de um programa de atendimento das crianças e Jovens para além de designação de pessoal para acompanhamento psicológico e emocional dos deslocados de Cabo Delgado.

O Padre Orlando Fausto, responsável da Comissão de Caritas Arquidiocesana de Nampula disse ter sido um encontro que serviu para a igreja apresentar a sua visão sobre a situação dos deslocados de Cabo Delgado e o que deve ser feito para ajuda-los.

O que nós apresentamos foi sobre a necessidade de se criar condições de vida para os deslocados que neste momento estão em Namialo a viverem em condições desumanas e sem alimentação e ajuda psicológica e espiritual. – Disse Padre Orlando que defende também haver necessidade de se atribuir espaços onde os deslocados podem construir suas habitações, para no futuro deixarem de depender dos seus familiares ou amigos.

Por seu turno, Rosa Waite, Comissária Nacional dos direitos humanos, acredita que as comunidades estão a auxiliar os deslocados internos com os meios que dispõem.

Rosa Waite disse ter notado que há um acompanhamento para se saber quem são e de onde vêem os deslocados, numa altura em que diariamente há pessoas que entram na Província de Nampula, fugindo dos ataques militares em Cabo delgado.

Depois dos encontros com várias esferas sociais nas Províncias de Nampula, Cabo Delgado e Niassa, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos em sintonia com o Estado moçambicano, poderá dizer o que se deve fazer com os deslocados internos de Cabo Delgado.- Explicou Rosa Waite que disse ter ficado satisfeita por saber que a Arquidiocese de Nampula, acompanha e identifica os deslocados internos.

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos, pediu para que todas as esferas sociais estejam atentas e vigilantes, para evitar que no grupo dos deslocados existam infiltrados que possam se oportunar da situação para no futuro criarem desmandos na Província de Nampula e noutros cantos do pais.

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