Crónica do Dia – A COR DA PELE CRIA DISCRIMINAÇÃO

Nikhuli nahu ninnithanyiha

Por Hute Chamussudine

A discriminação racial tornou prática comum no passado e hoje coloca uma escada nas sociedades.

Comummente, pessoas são desrespeitadas, insultadas devido a cor da sua pele. Mas pior que desrespeitados, é o facto de uns auto-rebaixar-se diante dos outros. A cor da pele é uma fronteira inquebrável.

Observa-se que a pessoa de pele diferente da branca é a que mais sofre discriminação no mundo hodierno, é uma afirmação imune de dúvidas e imbuída de provas irrefutáveis que a história nos traz. A auto-aceitação, é primordial para o combate ao racismo, numa primeira fase.

Para muitos, todo aquele que é de negro é africano. E como tal, é um indivíduo sem sorte, sem dinheiro, amigo de botânica e raízes dos antepassados. Para superar isso, nota-se que o próprio africano faz mutações na sua pele. Não estamos aqui diante de uma auto-discriminação?

A primeira condição para o combate ao racismo é a auto-aceitação, sem se importar com especulações extrínsecas que tragam baixa auto-estima do que se é. Não se trata de falta de opção e sim de crer que o tom da pele não muda a nossa essência humana e ver os outros como iguais.

E o pior racista é aquele que faz em si mutações cutâneas na tentativa de ofuscar a sua real aparência. O fenómeno de alterações é consumação de inferioridade e busca de uma aparente perfeição.

Em muitos lugares, somos recebidos conforme a cor da nossa pele. Quando um turista branco procura saber o preço de um artigo é lhe dito o triplo do preço real, o que não se faz ao turista negro.

Alguns de nós têm a coragem de escrever em suas camisetes e carros: Negro com brilho, Negro de qualidade, termos literalmente racistas. É com base nestes termos de brilho e qualidade, que as mulheres africanas, emprestam a beleza europeia, os cabelos, os cremes de colorir a pele, caminho longo na fuga da própria identidade.

O que o mundo precisa é disciplina e ética, que incutam nas pessoas que a cor da pele não deve perpassar a componente humana. O que o homem precisa é consciência e responsabilidade dos seus actos que se escondem no racismo. O que o homem precisa é aceitar sua real identidade e saber que a cor da sua pele não lhe faz inferior e nem superior que ninguém.

O mundo precisa de cores diferentes mas unidas para formar o arco-íris que dá beleza a humanidade. E mais não disse!

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