Crónica do Dia – A VIDA NÃO SE COMPRA

Por Estélio Graciano

É do conhecimento de quase todos que “o nosso maior valor é a vida”. Na verdade, a vida é um bem valioso que nos foi concedido por Deus e que deve ser respeitado e cuidado por todos.

Ora, se o nosso maior valor é a vida, porquê tanto desrespeito à mesma? O derramamento de sangue em Cabo Delgado, os conflitos sangrentos no centro do país, as agressões físicas, etc., são realidades que deixam à tona que a vida é um direito fundamental menos valorizado. Há pessoas que se dão a prerrogativa de serem donas da vida dos outros e manipulam como querem.

Entendemos que as pessoas deveriam ser tratadas com respeito e dignidade, considerando o princípio da igualdade de direitos. Em termos gerais é crime praticar todo acto que se opõe à vida humana, toda espécie de homicídio, genocidio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário. Isto é, tudo o que viola a integridade da pessoa humana e tudo quanto ofende a dignidade da mesma incluindo a guerra.

Se por um lado assiste-se o défice de medicamentos elementares nos centros de saúde, por outro lado superabundam enfermeiros que me parecem ser mais especialistas em redes sociais: Facebook, Whatsapp, Instagram, Youtube, entre outras) que em ciências de saúde. Eles deixam de atender os pacientes para responder um “oi” que caiu no seu celular, e assim o paciente acaba perdendo a vida por falta de atendimento em tempo record.

Até quando viveremos desrespeitando a vida? É do domínio de todos que a vida não tem rascunho. Aliás, ela não se põe num plástico roto. A vida é cara e rara. Devemos cuidar dela e preservar contra todos os perigos que a colocam em elevada precariedade.

É deveras importante que cada um colabore na manutenção, protecção, conservação e salvaguarda da vida própria e da dos outros. Não podemos colaborar com os que destroem a vida e a colocam em sacos rasgados. A vida é única e indispensável.

Não é tarefa dos hospitais apenas cuidar da saúde. Cada um, com os meios que possui, nas condições em que se encontre, no local onde vive e trabalha, nas múltiplas realidades existenciais deve buscar os mecanismos necessários para priorizar a vida humana.

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