Crónica do Dia – CUIDADO COM A CÓLERA

Dizem que “se a barba do vizinho pega fogo, ponha água na sua”, não fique apenas a rir-se do outro. Na verdade, há muitas doenças que se espalham facilmente. Se começam num lugar, no outro devem começar mecanismos de prevenção para evitar que o pior aconteça.

Como se sabe, a cólera tem sido uma das doenças mortíferas no nosso país. Quando ela começa há muitas interpretações que culminam em outras mortes por agressões ou violência. Algumas pessoas começam a dizer que o governo distribui cólera, outros acusam os líderes comunitários ou cidadãos comuns. Mas esquecem que a cólera é doença das mãos sujas. Ela aparece com facilidade em lugares onde reina a falta de higiene. Aliás, maior parte da nossa população condivide a água com os animais. Pior ainda nesta época seca há uma luta grande entre animais e pessoas para beber no mesmo poço. Trata-se daquela água gordurosa.

Embora a ciência diga que a água é incolor, o nosso povo bebe água bem colorida, aquela água que parece leite, bem turva e traz consigo muitos bichos lá dentro. Para beber é preciso ter coragem e fechar os olhos. De contrário será impossível. Ironicamente, as pessoas quando tiram essa água do posso não aquecem, nenhum tratamento fazem e pior ainda negam colocar cloro alegando que cloro é cólera.

O povo precisa de saber que ninguém fabrica a cólera para distribuir nas casas das pessoas. É uma doença que requer muito da nossa higiene. Devemo-nos precaver de situações de risco de eclosão de doenças diarreicas e de malária. Cada um deve colaborar na prevenção da cólera bebendo água fervida, tratada, não beber água suja que tiram dos charcos; não incentivar actos de violência contra os líderes comunitários. Quando começar a cólera na sua aldeia, na sua casa, no seu bairro primeira coisa é correr para o hospital mais próximo. Não é para ficar em casa a beber raízes de veneno e depois culpar o Régulo como autor da cólera. Vamos tirar da cabeça a ideia de que o governo distribuir cólera, isso é mentira e não nos leva para longe. Um povo unido no combate a cólera. E mais não disse!

Por Kant de Voronha

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