Crónica do Dia – ONDE HÁ COMIDA NÃO HÁ CORONA?

Por Kant de Voronha

Nos últimos dias, desde 5 de Fevereiro corrente, foram reforçadas no nosso país, as medidas que visam prevenir e combater a pandemia do Coronavírus. Entre elas o destaque vai para o adiamento da retoma das aulas presenciais, o encerramento de locais de culto, conferências, reuniões e celebrações religiosas por um período de 30 dias, em todo território nacional e a proibição de actividades culturais e recreativas realizadas em espaços públicos e privados.

Porém, contra tudo que deveria o seguimento rigoroso dessas medidas estamos cada vez mais desapontados porque há ainda muita anarquia. Já se disse que o uso de máscara é obrigatório em todos os lugares onde há muita gente por ser aí onde é fácil partilhar o vírus um para o outro. O que me admira é que as pessoas que as vezes são levadas de Mahindra por não ter máscaras são pessoas que estão sós, caminham na rua sozinhas sem aglomerar-se.

Mas já viram o cenário do mercado Waresta? No princípio e no fim do dia parece que a multidão tem sido convocada no mesmo instante. É uma situação deplorável pior ainda com aquele matope vermelho periga também a contaminação da cólera.

Mas não é só questão de Waresta. Em quase todos os mercados onde há busca irracional pela comida, o desrespeito das normas é grave. Aliás, mesmo nos locais escondidos onde as pessoas bebem ficam desprevenidos. Outro ambiente favorável para difusão do coronavírus são os locais onde se faz a distribuição de víveres aos deslocados de guerra de Cabo Delgado. Para além do aglomerado exagerado de pessoas que se tocam umas as outras, não há distanciamento físico e as máscaras são penduradas debaixo do queixo só para o chefe ver.

Aliás, foi em virtude disso que alguém me perguntava na última sexta-feira, mano Kant, “onde há comida não há Coronavírus?”

Alguns chapeiros também seguem o mesmo rumo. Só exigem máscara ao aproximar a um controlo da polícia de trânsito. Mas será que a máscara é para polícia?

É tarefa de cada um de nós lutar contra este vírus. Se não nos unirmos chegaremos ao nível em que os outros estão agora. Sigamos as exigências de prevenção e evitemos levar o vírus para nossa casa. Neste mundo, tudo passa, só Deus permanece. E mais não disse!

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