Deslocados de guerra partilham situações dramáticas passadas em Cabo Delgado

Pedro Cusse

Continuam fortes e emocionantes as histórias de pessoas que vivem a dramática situação de guerra que devasta a província de Cabo Delgado.

Desde o ano de 2017 a província de Cabo Delgado vem sendo palco de acções criminosas que reúnem todos os elementos de um enredo de cinema, histórias tristes que se confundem umas as outras, que ganham força cada dia que passa.

Em ruas e avenidas de uma província rica em minérios, residem histórias tristes provocadas pela guerra que se desconhecem as suas motivações, mas, que já se estende a mais de 4 anos, estes mais de quatro anos de uma guerra que parece não ter fim, relatos de mortes, fome, deslocações compulsivas, e sonhos de jovens arrancados a ferro e fogo, é o que se pode lembrar de um Cabo Delgado que antes esbanjava alegria e seduzia pelo seu rico mosaico cultural e mineral.

Num momento em que o país luta contra a covid-19, agora pais e mães de família enfrentam uma guerra contra um inimigo vestido de burka, usando pretexto religioso um pretexto para matar e semear ” o deus nos acuda ” naquelas comunidades.

Jacinto Cosmas, agora residente no posto administrativo de Anchilo, província de Nampula é o exemplo vivo de quem ameaçado pelo barulho das armas e obrigado a deixar a sua amada vila de Macomia, e conta com tristeza como foi abandonar as suas raízes e ver a sua vida virar de ponta-a-cabeça.

Entre a vida e a morte, Jacinto,escolheu andar quilómetros de distância ate chegar a província de Nampula, onde aos microfones da radio encontro conta como tudo acontece naquelas bandas.

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