EISA, lança livro intitulado Democracia Multipartidária em Moçambique.

Por César Rafael

A sala magna Nossa Senhora de África, na faculdade de Direito da Universidade Católica de Moçambique em Nampula, foi palco na manhã da última sexta-feira(12.11), do lançamento do livro sobre Democracia multipartidária em Moçambique.

17 autores entre Nacionais e, internacionais contribuíram para tornar possível o livro que aborda de entre vários assuntos,  as perspectivas da Democracia e, que ao mesmo, faz o balanço desta,  desde a sua implementação no país.

Domingos Do Rosário, oficial sénior de programas do Instituto eleitoral para Democracia sustentável em África(EISA) fazendo a apresentação sintética do livro, disse que pretende-se com a obra discutir ,fazendo uma espécie de balanço sobre os 25 anos de democracia multipartidária em Moçambique. Tentar analisar como é que este processo inaugurado com a constituição de 1990, com as instituições produzidas em 1994, oque produziram até aos nossos dias.É dai que a obra, fala  de sucessos e de fracassos e, dos resultados  da democracia em Moçambique e as perspetivas , numa altura em que por exemplo regista -se o conflito no Centro do país, os ataques terroristas em Cabo Delgado que se agudizam, oque representam sinais claros que a democracia moçambicana não é saudável por um lado. por outro é preciso consolidar a democracia pois, não só se pode falar de fracassos é, também preciso ver que actualmente existem vários partidos políticos que, antes não existiam ,  os debates estao abertos, a imprensa esta livre, numa clara alusão que também existem aspetos positivos dentro da democracia moçambicana.

Juventude, eições, transparência eleitoral, justiça eleitoral, questão das mulheres entre outros,  são alguns dos capítulos que os  autores abordam  no livro, para perceber o actual estágio da democracia em Moçambique.

O livro aborda igualmente matérias relacionadas com a questão do gênero em Moçambique e, a participação politica das mulheres como parte de defesa das agendas de gênero nas posições que estas ocupam ao nível das instituições públicas e do poder político.

Selícia Lumbela, co -autora do livro e, coordenadora do subprograma Acesso a informação e engajamento do cidadão  (AICE) oxfam, disse por sua vez, que um dos artigos da obra, tenta mostrar que as mulheres desde a antiguidade  grega até ao século XIX,  sempre foram colocadas em posições baixas não podendo participar na vida política dos seus países, e só muito recentemente é que as estas tiveram direito ao voto.

E no caso particular de Moçambique, apesar, do avanço que o país teve na participação politica das mulheres,  na prática estas, estão representadas quantitativamente e, não qualitativamente, pois, muitas trabalham só para os interesses dos seus partidos, esquecendo representar o gênero no seu todo.Então,  o artigo, alerta as mesmas que chegou a hora de dar um salto qualitativo em defesa de agendas de gênero nas posições que ocupam.

 

 

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