Empregadores de Nampula não aceitam a criação de comités sindicais nas suas empresas

Por César Rafael

Os ataques em Cabo Delgado, região norte de Moçambique e a pandemia do coronavírus que assola o mundo, preocupam a organização dos trabalhadores de Moçambique em Nampula.

A preocupação foi manifestada pelo respectivo secretário da organização, Celestino Silvério, na praça dos heróis moçambicanos em Nampula, por ocasião da passagem do quadragésimo quarto aniversário desde a sua criação no país.

Silvério disse que os ataques dos terroristas naquela região do país afecta negativamente aos trabalhadores e a produção, daí que, apela para a necessidade de diálogo social para resolver quaisquer que sejam os problemas.

A fonte explicou ainda que é desafio da organização acompanhar de perto a situação dos trabalhadores, quer pelos ataques na região norte, assim como na região centro quer, pela pandemia da covid 19, tendo na mesma ocasião apelado aos protagonistas dos ataques para cessarem as armas e optar pelo diálogo para colocar as suas preocupações.

Sem avançar o número exacto de trabalhadores ao nível da província, a fonte faz um balanço positivo dos 44 anos da criação do movimento e disse estar a trabalhar com os sindicatos no sentido de promover a produção e a produtividade.

Até ao final do mês passado, cerca de 80 trabalhadores perderam os seus empregos por conta da pandemia e, e outros 90 que tinham sido suspensos retomaram com os seus contractos.

Para os que perderam o seu emprego, a OTM central sindical, está acompanhar os procedimentos. “Esses que perderam, foi por rescisão dos contractos e, quando é rescisão dos contractos por iniciativa do empregador há normas por seguir e, nós estamos a seguir essas normas. O que nós temos feito é acompanhar que haja o tratamento legal em relação a esses trabalhadores” disse Celestino Silvério, tendo acrescentado que neste momento cerca de 270 empresas ao nível da província estão sindicalizadas, o que representa um grande desafio pois, muitos empregadores não aceitam a criação de comités sindicais nas suas empresas.

Quanto ao salário mínimo para este ano, Silvério explicou sem avançar datas que ao nível central está-se a trabalhar para retomada das negociações que foram suspensas com a eclosão da covid 19 no país em Março último.

“Sabemos que ao nível central, está sendo feito um trabalho nesse sentido” – disse Celestino Silvério, falando esta terça-feira na praça dos heróis moçambicanos após a deposição da coroa de flores pela passagem do quadragésimo quarto aniversário desde a criação do movimento a 13 de Outubro de 1974.

Este ano, a data foi celebrada sob lema: “sindicados juntos na luta pelo bem-estar social e progresso”.

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