EMPRESARIADO LOCAL NÃO ABRE MÃO PARA AS ACTIVIDADES CULTURAIS EM NAMPULA

EMPRESARIADO LOCAL NÃO ABRE MÃO PARA AS ACTIVIDADES CULTURAIS EM NAMPULA

Por Elísio João

O Director do Museu Nacional de Etnologia lamenta o facto de o empresariado local não estar habilitado para patrocinar as actividades culturais.

Guilherme Gulhumba falava a propósito do plano que a instituição desenhou, que tem em vista modernizar as Salas de Exposição do Museu Nacional de Etnologia mas que não está a conseguir apoio para concretização desse sonho.

A ideia de Guilherme Gulhumba era de durante este ano, ter exposições digitais, uma página na Internet e uma sala de referência a nível Provincial e Nacional, para Conferências.

No dizer da nossa fonte, esforços estão a ser feitos para angariação de fundos mas que o empresariado local tem se mostrado indiferente, para uma instituição dinâmica e que está a preservar o nosso património cultural.

“Daí o nosso apelo para o empresariado Provincial e Nacional. Não olhem o Museu como um local que apenas guarda os acervos antigos. É uma instituição dinâmica que está a preservar o nosso património cultural. Por ser uma instituição de investigação, precisa de recursos humanos, materiais e financeiros”.

Questionado sobre o porquê que se deve preservar o Museu de Etnologia, Guilherme Gulhumba disse “Nós precisamos preservar esse nosso passado antropológico e cultural, porque para nós idealizarmos o nosso futuro, temos que ter em conta o nosso passado, tendo em referência o presente. A visão do futuro não pode ser feita ocultando o passado. Temos que ter em conta que os outros avançaram até aqui e nós temos que avançar até ali. E não só, a nova geração que se levanta, precisa de saber o seu passado. E aqui está o nosso passado”.

Guilherme Gulhumba fez uma radiografia positiva dos 20 anos do Museu Nacional de Etnologia, apesar de escassez de fundos.

 

 

 

 

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