FIPAG aloca camiões para abastecer água a mais de 700 mil habitantes da cidade de Nampula

Por Elísio João
A pouca chuva que caiu nas últimas s 24 horas na Cidade de Nampula reanimou a albufeira que abastece de água a esta urbe, ao atingir quase 30 porcento de armazenamento.
Mesmo assim, a situação de abastecimento de água nesta cidade continua caótica obrigando ao FIPAG a redobrar esforços para garantir que os munícipes tenham água para o consumo.
Neste momento várias ações estão em curso para mitigar o problema com destaque para a Operacionalização de bombas de emergência e plataforma flutuante e reajuste das regras de operação do sistema, para além do reajuste na operação da rede de distribuição e introdução de regime de selecionamento e distribuição por centro distribuidor.
Essas ações contribuíram para que a operação e distribuição de água seja mais efetiva e garantindo um serviço aceitável até a normalização das chuvas e recuperação dos volumes da barragem.
Outras ações consistem no equipamento dos furos de Namiteca e instalação de 8 tomas de água em Namiteca, Muhala-Expansão, Namicopo e Muatala e ainda, construção de 31 fontanários adicionais nos bairros e mobilização de 15 camiões cisternas.
Essas ações combinadas, segundo explicações do FIPAG, permitiram que nas últimas 24 horas o serviço de abastecimento de água na cidade de Nampula fosse minimizado distribuindo em media 18 a 20 mil metros cúbicos por dia, o que significa que foram atendidas necessidades de 700 mil pessoas.
O Fipag reconhece que ainda há necessidade de se continuar com as ações de mitigação e de uso racional de água.
“O FIPAG vai continuar a desenvolver ações duradouras para assegurar o abastecimento de aágua a cidade de Nampula e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, onde nesta fase está sendo caracterizada pela escassez de chuva e mutação de época chuvosa”- disse Elidio Khossa, Diretor dos Serviços Centrais de Operações no FIPAG, o qual lamentou o facto de o nível da barragem continuar baixo para continuar a satisfazer a demanda.
Considerando que a água está a se tornar cada vez mais um recurso escasso não só em Nampula mas um pouco pelo pais. Elidio Khossa apelou para uso racional da água e preservação das infraestruturas de abastecimento do precioso liquido.
Por seu turno, o Diretor geral da Ara Norte, Carlitos Omar disse que apesar de os níveis de armazenamento da barragem de Nampula serem ainda baixos, tudo indica que há uma luz no fundo do túnel.
“Se a chuva continuar a cair, poderemos ainda esta semana atingir 40 porcento de água armazenada, contra os atuais 30 neste momento” – acredita Carlitos Omar que está consciente que a água disponível neste momento na albufeira de Nampula continua pouca para responder o nível de procura na cidade.
Entretanto, as previsões meteorológicas indicam que durante o mês de Janeiro até Março, poderá cair chuva um pouco fora do normal, principalmente nos distritos do interior da Província, o que poderá melhorar o armazenamento de água na barragem.
Alberto Colarinho, Diretor Provincial de Metereóloga de Nampula, disse que prevê-se a queda de chuvas esporádicas fracas e moderadas em alguns distritos, incluindo a cidade de Nampula.
Para ele, pode ser que essas chuvas sejam insuficientes para a situação hídrica da cidade mas tudo leva a crer que os próximos 7 dias poderão ser melhores.
Esta segunda-feira foram escalados os 6 furos de água de Muatala, os tanques isolados montados em diferentes pontos da cidade e algumas tomas de água para abastecimento de camiões cisternas.
O nível de satisfação das pessoas que vivem próximo dos tanques moveis é alto, apesar de, segundo disseram, não resolverem o problema na totalidade.
Recorde-se que o baixo nível de reserva de água na barragem de Nampula tem a ver com a falta de chuvas, que ao contrário das previsões não tem estado a cair.

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