HCN ainda não pagou 30 % do subsídio de risco aos enfermeiros

Por Florêncio Alfredo

Enfermeiros do Hospital Central de Nampula afectos na triagem da covid-19 exigem da direcção o pagamento dos 30 por cento de subsídio de risco emanado no decreto presidencial 46/2020 de 24 de Junho.

Alguns enfermeiros que falaram na condição de anonimato à Rádio Encontro, disseram que estão a ser injustiçados pela direcção daquela maior unidade hospitalar da região norte do país, uma vez que segundo eles, os 30 por cento de subsídio de risco deveriam abranger a todos trabalhadores do sector da saúde.

Aqueles enfermeiros, em virtude dos 30 por cento, referem que alguns dos seus colegas doutras unidades de Saúde como os do Hospital geral de Marrere já auferem o subsídio sem quaisquer problemas.

” Não fomos incluídos alegadamente que não fizemos um curso de especialização, isto é por ter feito um curso de licenciatura que não tem a ver com saúde, mas na verdade os mesmos trabalhos que os de especialidade fazem também efectuamos,” avançaram os enfermeiros.

Para apurar a veracidade dos factos, a Rádio Encontro fez-se a Direcção do Hospital Central de Nampula, onde contactou o chefe do Departamento de Recursos Humanos, Milton Jorge Medala, o qual disse que “se há descontentamento por parte dos funcionários do Hospital Central em relação aos 30 por cento de subsídio de risco é pelo cumprimento da lei e nada mais”.

Por outro lado, Milton avançou que as informações que rolam supostamente que ele recebe comissões para facilitar o processo de pagamento de subsidio é inconcebível e a tal informação é veiculada por pessoas de ma fé.

Recebem os 30 por cento de subsídio de risco os funcionários do regime geral e do curso específico ou aqueles que fizeram um curso relacionado com a saúde desde no instituto até a licenciatura.” – esclareceu a fonte.

O decreto presidencial 46/2020 de 24 de Junho no seu artigo 3, segundo o nosso entrevistado, aplica-se aos funcionários e agentes do Estado que estejam enquadrados nas carreiras de saúde do regime especial diferenciado e não diferenciado, os enquadrados na carreira geral nas ocupações de servente da unidade sanitária, maqueiro, copeiro, lavandeiro, esvicerador,  flebotomista, atendente, canalizador e motorista de ambulância e aosenquadrados em carreira de regime geral e especifica afecto as unidades laboratoriais, de investigação em saúde, de gestão de lixo hospitalar, de esterilização, de radiologia, de radioterapia, de manutenção hospitalar, anatomia patológica e morgue.

Importa referir de que é preciso que as autoridades governamentais divulguem e interpretem com a eficiência os instrumentos legais no país paraevitar eventuais problemas de genro.

 

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