IGUALDADE DE GÉNERO OU DE DIREITOS?

Por Deolindo Paúa

Por vários séculos as mulheres foram oprimidas no lar, nas famílias, na sociedade e até com preconceitos científicos e religiosos. Não tinham espaço na esfera pública. Felizmente, apesar de ser tarde, a humanidade apercebeu-se que desperdiçava um grande auxílio para o desenvolvimento que podia ser achado na inteligência e na força também das mulheres. Compreendemos hoje que apesar da diferença sexual, somos todos humanos, com os mesmos direitos e deveres.

Ora, se a expressão igualdade de género tivesse a ver com género humano na sua totalidade, não seria necessário abordarmos este tema, porque de facto somos, homens e mulheres, como humanos, iguais. O problema é que a forma extremista como o conceito é colocado e do jeito como os movimentos actuais e as mulheres o entendem e induzem a entende-lo é que a expressão “igualdade de género” signifique que homem e mulher são iguais.

A natureza, a ciência, a cultura e a religião já demonstraram que homem e mulher são diferentes. Do mesmo modo que a natureza nos diferenciou fazendo-nos negros e brancos, baixos e altos, escuros e claros, hábeis e fracos, rápidos e lentos, inteligentes e ignorantes, também essa natureza nos fez homens e mulheres, com características biológicas e psicológicas que predispõem a cada um a cumprir ou não determinados deveres.

Tal como as outras diferenças humanas, a diferença de género (que também podemos chamar de diferença sexual) não faz uns superiores aos outros, nem uns mais humanos que outros. As nossas diferenças propiciam a harmonia social. Devemos insistir na pregação da igualdade de direitos entre homem e mulher, uma igualdade assente no respeito à humanidade mútua entre marido e mulher no casamento, entre colegas no trabalho profissional, entre vizinhos nas aldeias e entre irmãos nas religiões.

Com a ideia de igualdade de género, as mulheres se esforçam em ser iguais aos homens; em demonstrar que podem mais do que os homens; em desafiar os homens e, no pior dos casos, a se impor de forma forçada e violenta aos homens, o que leva a desarmonia social, tal como assistimos nos nossos dias.

Mais do que competição entre homens e mulheres, precisamos de coordenação para reconstruirmos o humanismo cada vez em crise no nosso mundo. A guerra entre homens e mulheres dos nossos dias sustentada pelos movimentos feministas e por políticas populistas teria sido evitada se à partida procurássemos o respeito humano mútuo entre homens e mulheres e não uma competição em que as mulheres querem provar que são superiores aos homens e os homens querem resistir a essa perda de poder. E mais não disse!

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