NAMPULA REALIZA SEXTA CONFERÊNCIA NACIONAL DA RAPARIGA

NAMPULA REALIZA SEXTA CONFERÊNCIA NACIONAL DA RAPARIGA

Por João Baptista

 

A VI Conferência Nacional da rapariga que decorre em Nampula, mede o nível de divulgação dos direitos das aparigas e rapazes.

O evento que decorre de 9 a 11 do mês em curso, marca o fim do primeiro ciclo de cinco anos de implementação de programas de protecção da rapariga, com particular destaque para “rapariga biz” financiado pela embaixada da Suécia em Moçambique.

A presidente da Fundação de Desenvolvimento da Comunidade – FDC Graça Machel, enalteceu o papel das organizações da sociedade Civil e parceiros na divulgação dos direitos da rapariga.

Graça Machel entende que as próprias meninas devem, em primeira linha, proteger os seus direitos mas que o envolvimento de todos os actores sociais é muito importante.

A Presidente da FDC lamenta pelo facto de em algumas línguas nacionais não existir a palavra direito, e que apenas fala-se de  deveres que as crianças têm para com os seus pais, a sociedade, os mais velhos e para Com o Estado.

Para ela, é necessário que todos façamos a divulgação dos direitos da criança moçambicana para que tenhamos a consciência da nossa obrigação de os respeitar.

“Ninguém tem o direito sobre o vosso corpo, vocês têm o direito de escolher o vosso futuro, e sobretudo quando fazem isso dentro de um movimento de meninas e adolescentes. Associamos a esse movimento para eliminarmos a gravidez precoce e casamentos prematuros”.

Disse Graça Machel e acrescenta que a transformação social não é apenas do corpo, mas também das mentes, que devem ser bem trabalhadas e abertas para que sejamos cidadãos moçambicanos.

“Vocês não vão ser cidadãos do século XXI sem saberem ler nem escrever, é um direito, por isso quero sublinhar que as mensagens devem ser expandidas e melhoradas”

Graça Machel disse existirem casos de professores que usando do poder que têm, abusam as meninas nas escolas e que não são denunciados. Por isso, passo a citar “Temos que fazer um trabalho sério contra esses professores que são infiltrados na educação

 Ao invés de o professor impulsionar os direitos das meninas, reprimem-nas e usam a arma das notas para silenciar a sua voz”.

Para o governador da Província de Nampula, este momento é muito importante para os jovens e adolescente e apelou-os a se empenharem na Escola para que possam programar melhor o seu futuro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *