Não disponibilização do fundo de estradas inviabiliza trabalho de Paulo Vahanle

Por Elísio João
Apesar das dificuldades provocadas pelos efeitos da Covid-19 o Conselho Municipal da Cidade de Nampula investiu nos meses de Agosto e Setembro deste ano, mais de 3 milhões e 257 mil meticais em diversos programas de capital da Autarquia.
Este dado foi tornado público por Paulo Vahanle, Presidente do Conselho Autárquico de Nampula, no decurso da IV Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, havida esta terça-feira.
Paulo Vahanle considera que o desempenho da Autarquia durante os dois meses foi bom, na medida em que registou uma subida na cobrança de receitas em 10 porcento e que cumpriu uma parte de suas obrigações correntes e de capital com os seus parceiros em cerca de 69 porcento de execução orçamental.
“Durante o processo de execução do plano de actividades e orçamento dos meses de Agosto e Setembro de 2020, o Conselho Municipal deparou-se com constrangimentos de varia ordem que comprometeram o seu funcionamento integro” – referiu Paulo Vahanle, apontando como exemplo a não disponibilização do fundo de estradas, o atraso na transferência do FIIA e do PERPU, para além da fraca sensibilidade de alguns agentes económicos em cumprir com as suas obrigações financeiras.
Sobre este último constrangimento, o Presidente do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula entende que em parte é devido ao Covd-19 que afecta aos agentes económicos enfraquecendo a capacidade de efectuarem alguns pagamentos.
O informe de Paulo Vahanle refere que embora o Conselho Municipal reconheça o impacto negativo dos constrangimentos, reitera o seu comprometimento em continuar a empenhar-se de forma continua, na procura de soluções alternativas para fazer face aos vários desafios.
Continua a ser desafio do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula, no dizer do respectivo edil, negociar com a Direcção do Fundo de Estradas e com o Tesouro Central, no sentido de aquelas instituições transferirem os valores que devem, para a edilidade dar seguimento as actividades paralisadas por falta de fundos.
Os Membros da assembleia Municipal que representam os Partidos Renamo, Frelimo e MDM acompanharam atentamente o informe de Paulo Vahanle e em jeito de reacção deixaram ficar algumas inquietações.
O representante do MDM naquele órgão disse que os munícipes estão agastados com a retirada de vendedores nos mercados desta cidade sem que sejam reorientados para outros locais.
“Queremos perceber como fica a situação daqueles munícipes que tinham seus armazéns no mercado grossista de Waresta, alguns deles que estão endividados pela banca” – disse, pedindo que se regularize a situação por estar a afectar pais de famílias.
A Frelimo mostrou-se preocupada com a mobilização de mão-de-obra que o conselho Municipal está a fazer, quando na óptica do representante dessa formação politica, devia se dar prioridade as acções de luta contra a Covid-19.
Enquanto isso, a Renamo enaltece o trabalho do Conselho Autárquico da Cidade de Nampula e encoraja a dar continuidade dos trabalhos de pavimentação de algumas ruas, cujas obras arrancaram ainda este mês.
Os membros da sociedade civil consideram que esta governação presidida por Paulo Vahanle, pode se avaliar em duas fases, sendo que a primeira foi de adaptação e agora, a segunda, que está a ter uma outra dinâmica.
“Na fase de adaptação me parecia que não estava a acontecer nada mas agora há uma abertura com algumas realizações, apesar desta governação ter coincidido com o Covid-19 que o mundo está a passar” – disse Hermenegildo, da Sociedade Civil, recordando-se do recente lançamento da primeira pedra para a pavimentação da rua do Mercado de Peixe nos Belenenses, da rua do prédio Jamila e para a construção da ponte sobre o rio Nikutha em Murrapaniua.

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