O CHICOTE DO POVO MOÇAMBICANO

O CHICOTE DO POVO MOÇAMBICANO

Por: Junior Rafael

Durante a colonização, o povo moçambicano estava sendo chicoteado, escravizado pelos colonos europeus. O povo estava sujeito a maus tratos, trabalho forçado, estudos limitados, descriminação, estigmatizaçao e até tinha-se escolas dos indígenas e ruas para os pretos. Não digo de dinheiro, porque o povo não era permitido pegar valores monetários e que quase não sabia o valor que o dinheiro trazia.

Foram vários anos de intensa pilhagem dos recursos naturais e faunísticos. Chegou o momento em que o próprio moçambicano tornou-se em mercadoria que rendia muito dinheiro para a diáspora. Isso durou seu tempo até a altura em que ganhamos consciência de sermos donos.

Pensava-se, na ocasião, que a libertação do jugo colonial seria o grande ganho de todo povo. Pois, seriamos governados pelos nossos irmãos de sangue e raça. Mas, parece que foi um sonho que o tempo levou. Razão pela qual, alguns choram pelas cebolas do Egipto, preferindo os colonos.

Agora qual é o chicote do povo moçambicano? Na minha reflexão do dia-a-dia, vejo que o povo está sendo chicoteado pelo seu próprio irmão que tem oportunidade de dirigir os destinos desta nação.

O chicote agora é a partidarização das instituições públicas. Vejo que neste país ter visão crítica se considera crime. Ser da sociedade civil é crime. Este chicote atinge aqueles que foram confiados para dirigir alguns departamentos e não conseguem de jeito nenhum se libertar. Esses estão amarrados e nem podem tossir se quer para manter sua chefia.

O povo moçambicano pode até sofrer por muito tempo, mas no fim a causa será dele. O povo não morre, há gerações e gerações que virão, os dirigentes passam, mas o povo fica. Um dia a vida arregalada passará e a amargura virá à tona e deixará muitos sem fôlego. De facto, nada dura para sempre. As coisas passam, mas a justiça de Deus permanece.

Não consigo entender o porquê daqueles que deviam ser os defensores dos interesses do povo se juntam com aqueles que frustram os sonhos dos moçambicanos. Elegemos os nossos opressores e legitimamos o chicote que nos escraviza.

Somos obrigados a pensar igual? Até quando seremos este tipo de povo? O país continuará neste estado em que se encontra até quando? Qual é o futuro do povo moçambicano?

Sejamos corajosos para reverter a situação do nosso país. Somos nós que iremos resolver os nossos problemas. Sabemos os problemas que temos, vamos ataca-los para que possamos viver bem.

Se tivéssemos a separação de poderes, a violência que acontece teria sido esclarecida e bem esclarecida; conheceríamos os que querem deitar abaixo o nosso Moçambique. Na luta pelo bem comum, todos se engajam.

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