Crónica do Dia – O MUNDO TEM AS PERNAS NO AR

O MUNDO TEM AS PERNAS NO AR

Por Kant de Voronha

Cada um de nós admira-se com o que acontece nos nossos dias. Os idosos se surpreendem e os jovens se aventuram nisso.

“Temos uma geração estranha: põe os filhos na creche, os pais no asilo e vão passear com os cães na praça” disse Josué Gonçalves outrora. Ou seja, é comum encontrar pais que fazem tudo ao contrário. Levam os filhos para um lugar em que alguém os aguente; isolam os próprios pais do seu convívio porque não têm dignidade e são feiticeiros. Mas nos seus carros enchem cães e gatos com os quais passeiam com tamanha felicidade.

Para tanto, os tabus (míkho) acabaram e tudo se pode falar ou mostrar sem pudor nenhum. Por isso é normal ver pessoas que trepam campas dum canto ao outro do cemitério. Aliás, sobem campas para fazer fotos, namorar por cima duma campa e até sentar-se para almoçar sem arrepiar o corpo.

Nessa onda, preocupa-nos saber que cresce o número daqueles que matam sem sentir remorsos (wìniwa murima) de nada. O aborto é oficializado nos hospitais e o casamento é considerado coisa de pessoas preguiçosas e doentes mentais. Parece que o ideal é viver como solteiro, sem compromisso, espalhando o corpo de qualquer maneira pelos bairros.

Por isso mata-se e rouba-se sem medo de Deus nem do pecado. Vale mais seguir as obras do diabo que observar os preceitos de Deus. É situação totalmente aberrante.

Para quem olha a realidade actual com óculos da fé reconhece que novos tempos se aproximam. A renovação está acontecendo e cada um precisa de colocar-se no seu lugar para escapar da armadilha que o diabo prepara para prender suas presas. Lembremo-nos que para quem quiser salvar-se é preciso entrar pela porta estreita. Quem deseja entrar pela porta mais larga coloca-se ao dispor da boca do leão e será devorado pelo diabo.

Cada um de nós pode colaborar para resgatar os valores do mundo. Fazer justiça não algo proibido. Importante é saber que ninguém merece representar as obras do diabo durante a sua vida. Estejamos atentos aos vários sinais que o tempo nos oferecer. E mais não disse!

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