RAIO-X DA AUTARQUIA DE NAMPULA II

O RAIO-X DA AUTARQUIA DE NAMPULA

PEDRO CUSSE

Nampula é a cidade capital da província do mesmo nome, conhecida como a capital do norte. A autarquia está localizada no interior da província.

Reza a historia que a cidade de Nampula tem origem militar, uma característica que se diz manter ate as datas actuais. Uma expedição militar portuguesa, chefiada por major general Neutel de abreu, acampou nas terras de WAMPHULA a 7 de Fevereiro de 1907, o que levou a construção do comando militar de macuana. Apovoação foi criada em 6 de Dezembro de 1919 tendo-se tornado a sede da circunscrição civil de macuana em Junho de 1921.

A chegada do caminho-de-ferro, a partir do LUMBO, contribuiu para o desenvolvimento da povoação, que foi elevada a vila em 19 de Dezembro de 1934 e a cidade em 22 de agosto de 1956. Nampula torna-se o quartel-general do exército português durante a guerra colonial, o qual com a independência nacional passou a Academia Militar Samora Machel.

Com mais de 743 mil habitantes segundo o senso de 2017, a cidade foi baptizada com o nome de um líder tradicional local, regulo m’pula.

Após a independência a cidade de Nampula foi governada por 8 presidentes, nomeadamente.

Aurélio Das Neves, Germano José Joaquim,Francisco Joaquim De Lima, Narciso João Londela, Ishaca Abdul Ali Baraca,Dionísio Cherewa, Castro Namuaca E Mahamudo Amurane

Sendo o nono o actual, Paulo Vahanle.

MAHAMUDO AMURANE foi eleito presidente do conselho municipal de Nampula em 2013 pelo partido MDM, na segunda volta das eleições onde concorriam 2 candidatos.

Diga-se que depois de eleito, a cidade de Nampula vinha conhecendo momentos de melhorias no que diz respeito a salubridade da urbe, tanto é que chegou a ser apelidado de MOPOLI do povo macua.

As ruas sem buracos, livres de lixos, transporte novo e moderno, a cultura um pouco mais valorizada, a juventude com um pouco mais de esperanças pelo surgimento de novos postos de trabalho, enfim, uma governação plausível.

Mas, engana-se quem pensou que os anos de governação de MAHAMUDO AMURANE foi um mar de rosas banhadas de óleo egípcio, pois, intrigas, insultos e ameaças fizeram o percurso de 3 anos e alguns meses de governação do messias de Nampula. Pois foi, assassinado na noite do dia 4 de Outubro de 2017 em sua casa particular, no bairro da expansão na cidade de Nampula.

Anotícia de sua morte caiu como uma bomba no município de Nampulae em moçambique no geral.

Faz hoje 3 ano e 6 meses depois de sua morte, mas, os nomes e caras dos autores do bárbaro assassinato ainda continuam enterrados nos segredos do além.

Manuel Tocavana altura dos acontecimentos era o presidente da assembleia municipal. Com a morte de Amurane.Tocova assumiu interinamente os destinos do município de Nampula onde durante a sua estadia como presidente interino mereceu destaque dos principais jornais do país, devido a sua governação conturbada.

Prisões por desobediência convertidas em multa, posse de uma arma fogo, enfim, eram um compasso de espera para dar lugar as eleições intercalares.

5 Partidos candidatam-se na corrida para o escrutínio de 24 de Janeiro de 2018 mas Vahanle e COLOLO foram para a segunda volta onde Paulo Vahanle revelou-se vencedor. Com a maioria dos votos.

No mesmo ano, a Renamo apostou mais uma vez em Paulo Vahanle para encabeçar a lista dos candidatos para chefiar o executivo na cidade de Nampula.Foram 15 dias decorrida e namoro ao eleitorado.

A rádio encontro acompanhou de perto todas as incidências em volta das eleições que levaram Paulo Vahanle a presidência do município de Nampula.

” …Prometo, trazer mais poços de agua, apostar na agro-pecuária, criar pequenas fabriquetas para a juventude poder fazer o empreendedorismo, quero melhorar no transporte que agora esta um lastima…”

Este é Paulo Vahanle, publicando o seu manifesto eleitoral, a uma população pobre no bairro de Muatala, numa tarde de sol ardente em Setembro de 2018.

Este manifesto divide opiniões sobre a sua real efectivação, uma vez que segundo alguns munícipes, académicos e membros da sociedade civil que falaram a equipe de produção da reportagem da semana, não estão a ver nada.

A falta de domínio do estado de direito democrático, faz muitos candidatos fazerem promessas que não são da competência do município, apenas para estar dois passos a frente do seu oponente.

Actualmente a cidade de Nampula debate-se com graves problemas de lixo, falta de policiamento nocturno, ruas e avenidas esburacadas, falta de vias de acesso as zonas periféricas, sem falar do risco que os munícipes correm ao se fazer as ruas de noite, pois, as ruas estão escuras.As condições análogas ao abandono, podem fazer com que o cidadão caia num buraco que podelevar-lhe directo ao abismo, para não falar de transporte e áreas públicas de lazer.

Será que todos estes serviços considerados básicos para a sociedade são da responsabilidade do município?

Nisto tudo onde fica o governo central?

FAQUE PACIANO, membro da sociedade civil em Nampula disse que o presidente Vahanle, esqueceu-se das boas práticas do governo passado e esta a colocar as más, o que poe em causa a qualidade de vida dos cidadãos residentes nesta parcela do país, e isto contribui para o retrocesso do município e dos munícipes em várias vertentes.

Paciano falou também da falta de qualidade na acessória do presidente na hora da tomada de decisões importantes, oque de certa forma vicia a actuação do autarca. “…não podem estar apenas preocupados em lamber botas, e ver o dinheiro como o epicentro do seu trabalho, ser assessor de um significa muita coisa, e não somente ganhar muito dinheiro…” criticou.

Em moçambique os órgão de administração pública, são muito politizados e a governação das nossas autarquias não é diferente, isto flagela os munícipes que na sua maioria carecem de benfeitorias para a melhoria de suas vidas.

Segundo o professor Sérgio Huoo período das campanhas eleitorais no nosso país,é onde os partidos políticos e seus candidatos são dados a licença de mentir para depois esquecer-se daquele que foi o seu refúgio em tempos de incerteza.

Huo disseque VAHANLE não está a fazer nada daquilo era o seu manifesto eleitoral uma vez que 2 anos se passam desde que Vahanle assumiu os controlos da autarquia,e nada mais se vê, senãoapenas ruas sujas de lixo e vias de acesso condicionadas devido erosões.

“…Paulo Vahanle parece que ganhou as eleições e abandonou a cidade. Afinal Vahanle vive nesta cidade?indagou Sérgio, e foi mais ainda longe ao afirmar que “e lamentável ver um presidente sair a rua para ir inaugurar um semáforo como temos visto aqui, o presidente deve sair a rua para ver de perto qual é a situação que os munícipes vivem. Ele devia ir ver qua o estado em que se encontram as avenidas da nossa cidade, e o parque popular que esta em um avançado estado de degradação” sugeriu.

A falta de conhecimento das necessidades dos munícipes, é apontada por Huo como estando por detrás daquilo que ele chama de governação fracassada.

O cientista político Arcenio Cuco diz que a falta de esperteza e envolvimento dos munícipes nagovernação de Vahanle está a colocar cidadãos desta autarquia em maus lençóis, pois, entende que a falta de coordenação entre o município é ainda bastante fraca.“… Comparado ao mandato de mahamudoamurane você há-de ver que Vahanle esta inerte para levar o município a bom porto, eu sei que em termos de maquinas para a manutenção das infra-estruturas este mandato esta mais em vantagem do que o anterior, dai penso não haver espaço para tanta sujidade …” retrucou Arcenio Cuco

O nosso comentarista residente, Arcenio cuco é da opinião que o município deve urgentemente identificar oque, onde e como está a falhar para a máquina começar a andar.”Vahanle deve fazer um TPC para ver o que realmente esta falhar porque se continuarmos assim, não sei onde vamos todos parar ate o fim do seu mandato” lamentou

PedroFernando, membro da sociedade civil disse que falta quase tudoaos munícipes da cidade desde espaço verdes de lazer a fontanários públicos, falta de manuseamento das infra-estruturas públicas, como as sargetas por exemplo

No nosso país, a pessoalização dasinstituições de administração da coisa pública é uma realidade que já tem barba branca, e a luta pelo protagonismo anda lado a lado.

No dia 6 de Março do presente ano, o presidente Paulo Vahanle procedeu a inauguração da ponte que passa sobre o rio Carrupeia a revelia do governo provincial, por uma alegada falta de qualidade da obra.Trata-sede uma ponte que até a data de sua inauguração tirava sono e sossego aos residentes das duas margens do posto administrativo de Napipine, Eis que depois da tempestade, finalmente veio a bonança.

Fontes falaciosas aventam a possibilidade de Vahanle estar a ser sabotado, devido a suposta não disponibilização do fundo de compensação autárquica.

Até que ponto isto pode ser verdade?

Sabotagem até pode ser uma vez que no nosso pais, e tudo muito partidarizado, mas, não acredito que seja este o motivo da sua inércia, por que nós temos o exemplo claro do falecido Mahamudo Amurane. Amurane também enfrentava este problema da falta de fundo de compensação autárquica mesmo assim ele trabalhava. Então não há nada que vai justificar a situação em que Nampula agora se encontra” disse Pedro Fernando

O presidente do conselho autárquico de Nampula, Paulo Vahanle, em despachos separados, usou das competências que lhe são conferidas pelas alíneas B) do N° 1e K) do N° 2do artigo 62 da lei 6/2018 de 3 de agosto, acessaçãodas actividades a três vereadores do conselho municipal de Nampula. Nomeadamente: Alfredo Alexandre que que ocupava o cargo de vereador do pelouro de instituição, desenvolvimento e cooperação,

Edgar De Jesus Gonzaga Da Costa Silva como vereador do pelouro de infra-estruturas urbanização e meio ambiente,

Cessou igualmente as actividades ao vereador de finanças, planificação e património Samuel Dias Siuire.

Há quem diga que a exoneração dos três vereadores deveu-se a inoperância deles. Porque de algum tempo para ca, a actuação deles nos sectores que dirigiam, estava a ficar cada vez mais degradada.

Será que estas sessações servem para injectar sangue novo?

Será que é apenas mais um acto administrativo?

Não se sabe, mas certo é que director do departamento de comunicação e imagem no conselho municipal de Nampula, Nelson carvalho. Assegurouque o acto de sessação de actividade dos três vereadores vem para trazer mais dinamismo nos serviços prestados ao cidadão.

” …A única coisa que posso afirmar sobre a sessação dos vereadores, e que asessação de funções no conselho municipal não estão a começar sempre que se achar que deve haver algum dinamismo num determinado sector, o executivo analisa qual e o desempenho de cada sector achamos que há uma coisa que deve ser dirigida ou deve ser avançada acontece aquilo que aconteceu com os três vereados…” esclareceu Nelson carvalho

Sem avançar nomes, Nelson Carvalho, garante que as pessoas que vão ocupar estas pastas vêm para responder as expectativas dos munícipes desta urbe, uma vez que segundo ele os novos vereadores são pessoas que foram escolhidas a dedo para esta missão.

Questionado pelo produtor desta reportagem se os munícipes de Nampula podem esperar novas exonerações. Carvalho foi muito cauteloso na resposta ” quando um divórcio acontece, uns interpretam da sua maneira, outros pensa da sua forma, nós queremos responderas expectativas dos munícipes” disse

O director de comunicação e imagem no conselho municipal de Nampula reitera o seu pedido no depósito de confiança em Paulo Vahanle sob o pretexto de mudança nos próximos dias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *