“Prometemos fazer chegar aos legítimos destinatários sem que estejam no circuito comercial”

Por Elísio João
Estive a citar textualmente palavras do Secretário de Estado da Província de Nampula, proferidas na última sexta-feira, momentos depois de receber cinco mil pares de sapatilhas e mil de chinelos, destinados aos deslocados de Cabo Delgado que se encontram nos diferentes distritos desta Província, oferta da INAE, resultante de materiais apreendidos durante as atividades inspetivas.
O compromisso feito pelo governante não esta mau, mas o que pareceu é que existem vezes em que coisas do género terminam em circuitos comerciais.
Será que o Secretário de Estado da Província de Nampula tem conhecimento de ofertórios mal encaminhados? Tudo indica que sim. Mas a ser verdade, já que conhece essa realidade, há necessidade de acabar com isso, porque mancha a máquina governativa.
Quem são esses que desviam coisas destinadas a desfavorecidos? Qual é a tática que usam para desviarem?
Onde é que eles vendem as coisas? A que preços? Não sentem pena dos nossos irmãos deslocados de Cabo Delgado que se encontram na nossa província a precisar de todo tipo de assistência?
Algumas pessoas que estão na máquina governativa têm coragem de cão. Até o ponto de desviarem donativos para colocarem no circuito comercial?
Mas saibam que já foram descobertos e poderão ser denunciados em caso de continuarem a fazer isso.
Ainda bem que a imprensa viu o tipo de sapatilhas e chinelos que a INAE ofereceu. Se forem colocados no mercado, Já que vocês são especialistas nessa matéria, vamos denunciar.
Chiii, neste pais tudo se desvia? Obrigado Senhor Secretário de Estado da Província de Nampula, pelo reconhecimento que no seu grupo existem desviadores e por ter pedido para não fazerem com as sapatilhas e chinelos destinados aos deslocados.
Mais força Metty Gondola. Se calhar já houve muita coisa mal direcionada e quem saiu mal na fita…..
“Contra factos não há argumentos”. Por favor, entreguem as sapatilhas e chinelos aos próprios destinatários. Afinal os deslocados de Cabo Delgado precisam mais do que isso.

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