Reportagem da Semana: Os Ideais Que Levam Ao Suicídio

Por Pedro Cusse

A Depressão, Ansiedade, Estigma, descriminação e sentimento de culpa fazem com que algumas pessoas vivam no submundo da depressão que muitas vezes resulta em morte.

Estes ideais suicidas mantêm as suas vítimas presas, sofrendo caladas completamente dominadas pelos sentimentos negativos que a vida lhes proporciona.

Enfim, o suicídio é um problema milenar que não escolhe raça, faixa etária ou condição financeira. Ele apenas vem roubar sonho de jovens e adolescentes, em fase de descoberta, e para semear o luto nas famílias que sonharam ver nascer um novo ser.

Estas famílias não medem esforços em lutar, para ver o seu filho se formar e seus sonhos se realizar. Mas a depressão faz deste jovem perder esperança e para a morte se entregar.

Pessoas que se calam para sempre e vezes sem conta desconhece-se o motivo que as levou a interromper uma Vida cheia de caminhos por trilhar.

Pessoas que encontram consolo nos sentimentos destrutivos por detrás da Mente Humana.

Pessoas que se isolam em seus cantos para viver o vai-e-vem dos ventos que perturbam os seus sentimentos, sem esperanças, apenas depressão que o assassina.

O suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo atrás apenas de acidentes de trânsito. E a cada 40 segundos uma pessoa se suicida, sendo que 79% dos casos se concentram em países de baixa e média renda.

O suicídio afecta na maioria jovens dos 15 a 19 anos de idade e aparece como segunda causa de mortes entre as meninas, após as complicações na gravidez, e a terceira entre meninos, depois de acidentes de trânsito e violênta.

Mais de metade dos casos de morte por suicídio no mundo (52,1%) ocorre entre pessoas com menos de 45 anos.

Entretanto, em Nampula vários são os relatos de pessoas que perderam familiares por causa de mal que para além de semear tristezas é arrancado de forma violenta o sorriso dos que ficam. O suicídio corrói o tecido social e flagela o desenvolvimento Individual da juventude, pois, lhes falta ferramentas para combater aquilo que lhes apoquenta.

Para o psicologo Nuno Miguel a falta do espirito de partilha da dor que assombra as pessoas e um parceiro ideal podem contribuir para chegar-se a trágica decisão de dar cabo a sua própria vida.

Nuno disse que a depressão tira o prazer a Vida do indivíduo, se vendo apenas como um grande peso, para o mundo e para quem nele reside

Os ideais suicidas representam uma forte ameaça não só para o indivíduo mas também para a comunidade que o rodeia, pois, segundo fez entender o psicólogo, as pessoas que sofrem deste problema, quando se sentem ameaçadas em perder algo ou alguém, podem facilmente cometer o monocídio para depois cometer o suicídio.

Rogerio Marinho, jovem residente no bairro de Marrapaniua, que no auge dos seus 26 anos de idade, não resistou as tentações de sua mocidade, viu no suicídio um meio fácil, frio e barato. Ele desembolsou 20 mt com objectivo de pôr fim a uma Vida cheia de humilhações devido a incerteza dos que ele tomara.

O envolvimento da família com suspeitas de estar a enfrentar problemas psicológicos é visto por Nuno Miguel como sendo como peça chave para a prevenção e combater aos suicídios.

Mutilações, choros facilmente, isolamento social, são alguns dos sintomas apontados por Castiano Francisco, responsável provincial de Saude mental em Nampula, como factores de risco para um possível suicídio.

Castiano disse ainda que questões sociais mal geridas podem resultar em suicídio, dai urge a necessidade de as comunidades pararem de banalizar as doenças mentais.

Justina é uma jovem de 19 anos de idade que no mês de Junho deste ano viu na corda um objecto perfeito para lhe tirar dos problemas que frequentemente vivia com seu irmão mais velho.

Justina sobreviveu e hoje grita aos 4 ventos o seu arrependimento.

A mana Sulipa que é irmã mais velha de Justina conta como foi o choque de receber a notícia da tentativa de suicídio de sua Irmã.

Quando se fere o coração ao tirar a Vida não é solução. Basta crer que a Vida não tem fórmulas a serem seguidas.

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