TENHO MEDO DE SUJAR AS MÃOS

OKÓPIHA OKHUTTUVALIHA MATATA

Por Esmeraldo Adelino

Quem pouco semeia, também pouco colherá; mas quem semeia com generosidade, com generosidade também colherá (2Cor 9,6).

Em nossas sociedades hodiernas, é muito notável a existência de pessoas que desejam colher muito fruto por onde semearam pouco. Outras querem colher onde nem se quer semearam. Eles esquecem que “cada um colhe o que semeou” e “ninguém colhe onde não semeou”.

É deplorável ver pessoas que desejam tudo na bandeja; pessoas que se afastam do esforço e do sacrifício; pessoas que não querem sujar as mãos. O pior é que têm sido pessoas com todas as capacidades humanas, mas não gostam e nem querem trabalhar; querem passar de classe nas escolas ou nas universidades, mas não querem e não gostam de estudar.

Estar no trono sempre é o seu sonho. Cruzam os braços e esperam tudo que caia do céu. Essa maneira de viver é própria de oportunistas que vivem como sanguessugas. Vivem do suor alheio e tudo fazem para aproveitar-se dos outros. Não têm remorso nem vergonha.

Muitas vezes, pessoas dessa natureza que tudo esperam com facilidade, acabam caindo na ladroagem ou bandidagem para acomodar os seus interesses. Por isso cresce a onda de criminalidade e várias pessoas são vulneráveis a agressões, intromissão em suas casas e roubo de seus pertences. Devemos cultivar o espírito de sacrifício para o bem comum.

Isso é notável sobretudo para muitos jovens e também adultos ociosos. Lavam a roupa, ficam bem asseados e sentadinhos na beira da estrada parecem funcionários de algum gabinete. Mas nada disso é real. Estão ali a estudar o movimento das pessoas para ganhar o pão sem trabalhar, apenas tirando à força os bens dos outros. isso também tem o seu preço.

Cada um recolherá e recolhe aquilo que tiver semeado e que semeou. Não espere colher por onde não semeou. Assim diz o Mestre: o trabalhador merece o seu salário. Aquele que come o fruto do seu sacrifício sabe o quanto isso lhe traz dignidade e alegria.

E mais não disse…

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