JORNALISTA DA RÁDIO ENCONTRO EXPULSO NA LOCALIDADE DE NACUCA

Por: João Baptista

Cerca de 12.959 habitantes residentes na localidade de Nacuca, Posto Administrativo de Mutivase, distrito de Rapale carecem de unidade sanitária, sistema de água potável e expansão da corrente eléctrica.

Nacuca sem Posto de Saúde

Os nossos entrevistados disseram que percorrem longas distâncias para alcançar o posto de saúde de Mutivase ou Namina que separam a pouco mais de 35 quilómetros.

Alguns moradores ali residentes entrevistados pela Rádio Encontro, disseram que em caso de doença principalmente mulheres grávidas acabam perdendo a vida a caminho de uma Unidade Sanitária.

O Líder do primeiro escalão do bairro de Nteamuali, Sérgio António João, naquela mesma localidade, lamentou pelo facto de o governo não agir, mesmo sabendo que a situação ali vivida é péssima. João pediu ainda ao governo a reforçar a expansão da corrente eléctrica, água potável e a construção de uma escola secundária onde os seus filhos possam frequentar da 8ª a 12ª classe.

Aldeia de Nacuca
Mutivase em Rapale

Alberto Muineia expulsa Repórter da Rádio Encontro

Durante a entrevista, o Chefe da localidade de Nacuca, Alberto Muineia, notificou o repórter desta estação emissora por ter entrevistado os moradores da  quele bairro, alegadamente sem sua autorização. Mesmo com a identificação do Repórter, Muineia obrigou ao jornalista a abandonar aquela comunidade e mandou chamar a polícia o recolher até o posto policial local.

Chegados ao Posto, o oficial de serviço confiscou a documentação do autor desta reportagem, tendo concluído que não houve nenhum erro, mas, Muinea insistiu dizendo que o jornalista não podia ser liberto antes do conhecimento do Chefe das operações. Porém, a libertação do repórter aconteceu depois de 45 minutos, após vários interrogatórios.

A Lei do Direito à informação

A lei n° 18/91 no artigo 3 refere que no âmbito da imprensa o direito a informação significa a faculdade de cada cidadão se informar e ser informado de factos e opiniões relevantes a nível nacional e internacional bem como o direito de cada cidadão divulgar informação, opiniões e ideias através da imprensa. Nenhum cidadão pode ser prejudicado na sua relação de trabalho em virtude do exercício legítimo do direito a liberdade de expressão.

Uma lei que tem sido violada com muita frequência em moçambique, onde alguns dirigentes não dão voz nem vez ao povo.

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